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DIA DOS NAMORADOS, O CARALHO

8 de junho de 2011

Ta chegando o dia né, bonito? E você ta aí sozinho, mais unitário que moeda de um real, cada hora num bolso, mas nunca por muito tempo. Que merda de vida, você deve concluir (ou eu concluo por vc).

É verdade, sua vida é uma bosta, mas olha que legal pelo menos você pode ir pra balada e continuar passando de mão em mão (se você for bonito). É bem melhor do que ser feio e ainda ter que ficar em casa, sozinho, tocando uma pensando naquela pessoa impossível – que normalmente é a Angelina BocaLoka Jolie ou a Megan Gostosa Fox.

Então, eu vim aqui pra dizer que seus pobremas acabaram-se!!1one

Quer um namorado até o dia 12? Vamos às opções, põe na tela:

1. Pague alguém para sair com você. Não vale prostituição infantil. Na verdade, não vale nenhum tipo de prostituição. Escolha uma menina aleatória na sua lista de amigos do facebook e ofereça um Big Mac depois de um filminho, assim como quem não quer nada. Na saída do cinema dê a ela alguma coisa (que pareça) cara, ou simplesmente toque umas notas de dinheiro em cima dela. Cinco minutos depois a peça em namoro. OWNED

2. Finja que está namorando. Sim, chame aquela sua prima gostosa do interior e faça um trato com ela (antes a conquiste com dinheiro, todas as mulheres funcionam melhor assim): peça para que ela finja ser sua namorada por uns dois dias. Vocês devem sair nos lugares que você costumava freqüentar enquanto solteiro e fodido. No máximo em 2h as meninas estarão mandando msgs nervosamente para o seu celular. Depois repita os passos da dica 1. OWNED

3. Trove aquela amiga gorda. Todas as gordas são safadas, acredite. Todas as gordinhas querem amor. Todas as gordinhas vão querer namorar um cara como você. Qualquer coisa, repita a dica 1. OWNED

4. Chame aquela ex-namorada para uma conversa no MSN. Depois, no final do dia, dê uma ligada para o celular da corna. Diga que sente saudades e que gostaria de passar o dia dos namorados com a única garota que realmente mexeu com o seu coração (contenha os risos). Ofereça vinho e fale frases de impacto. OWNED

Essas dicas só funcionam para namoros rápidos, porque algumas horas depois as meninas vão entender o que você realmente queria (sexo) e vão ficar muito tristes e vão acabar com a sua vida (ou, novamente, com o seu dinheiro). Cuidado para não dar brecha, use camisinha. E não faça empréstimos, use o dinheiro do seu pai, que conquistou a sua mãe exatamente do mesmo jeito que todos os homens espertos: pagando.

PS: você não vai conseguir namorar uma menina linda/ gostosa/ inteligente usando essas dicas. Você, no máximo, vai arrumar alguém para transar no domingo.

Um beijo da louca! MUAH

She, sempre costosa.

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Desabafo

15 de abril de 2011

Vou tentar ser breve no relato, mas tem coisas que tenho que explicar, senão o resto não vai fazer muito sentido. Essa é uma história verídica, que me ocorreu há uns três anos atrás. Por motivos óbvios, não citarei nomes.

Namorava há 1 ano e 4 meses e nesse tempo fui na casa dela no máximo umas dez vezes , passando sempre menos de meia hora. Motivo: o pai cuzão.

Mas quando eu falo cuzão, é um cuzão mesmo. O cara sempre me esnobou. Das vezes que nos cruzamos, o maluco fazia questão de me fazer sentir um bosta, me humilhar e tripudiar. Além do fato de eu comer a filha dele, o outro motivo pelo qual ele me odeia é aquela clássica diferença classe. Quem já assistiu algumas das trinta temporadas de Malhação (@netoleonz) manja como é.

Não sou pobrão master, minha família é de classe média, na época eu estava apenas terminando o ensino médio. Já os pais dela vinham de família rica, gerações e gerações de engenheiros e tal, rios de grana.

Como a filha dele foi se apaixonar por mim? Outros 500.

O cara achar que eu estava ali por causa do dinheiro já era um motivo escroto, tendo em vista que a filha dele é linda, e até se fosse favelada eu me apaixonaria por ela do mesmo jeito, mas PORRA, JÁ FAZIA MAIS DE UM ANO, custava o cara levantar bandeira branca e ficar em paz?

Explicada a situação, vamos aos fatos:  era época natalina e minha família ia viajar pra casa de uns parentes, eu preferi ficar sozinho em casa curtindo a vida intensamente na internet.

Quando você namora e sua namorada não curte seus amigos, inevitavelmente você se afasta dos caras, é o famoso “ou eles ou eu”.  Penso diferente hoje em dia, mas na época era uma situação nova pra mim.

Sem família, distante dos amigos, não tinha outra alternativa a não ser ficar com ela. Odiei a ideia de passar a ceia natalina na casa dos pais dela, lógico, mas ela insistiu, disse que não tinha problema e que tudo ia acabar bem.

A mãe dela não é necessariamente uma vadia rica, sempre me tratou com educação, a mesma educação que ela tem com os empregados, mas ok. Tem uma irmã também, mas é adolescente rica autista, não esboça emoção, não é bonita e não faz diferença, só citei porque ela também estava na mesa.

Vamos pular para a ceia. Já podem imaginar que o sogrão gente boa além de não olhar na minha cara, fazia questão de mandar indiretas, a fim de humilhar este fodido que vos fala. Depois da meia-noite, começou uma palhaçada que vou chamar de “rage-time”.

Primeiro rage-time: a empregada estava servindo todo mundo, chegando na minha vez ele INTERROMPEU a mulher, falou pra ela deixar os negócios em cima da mesa lá que eu sabia me servir sozinho. Que eu estava acostumado com self-service. Imagina aí já minha cara de lixo. Minha namorada, que não enfrentava o pai, fez um olhar de tristeza e me serviu. Tentei pensar em outras coisas, tentei relevar.

Segundo rage-time: meu celular tocou, minha mãe querendo dar Feliz Natal, fui atender na inocência, ele deu UM SOCO na mesa e berrou: – VOCÊ NÃO SABE QUE ISSO É FALTA DE EDUCAÇÃO, CARA? Essa minha mãe ouviu, levantei da mesa e fui falar com ela. Quando voltei, ele tinha tirado o meu prato da mesa. A essa altura, vocês já imaginam o quão puto eu estava. Foda-se a ceia, foda-se tudo, nem fome eu tinha mais. Minha namorada empurrou discretamente o prato dela pra mim. Disfarçando, perguntou quem era, falei baixinho que havia sido minha mãe.

Rage-time final: o filho da puta TINHA que fazer piadinha com a minha mãe, né? Quando ele ouviu, fez um comentário, dessa vez diretamente pra mim: – A sua mãe não tem coisa melhor pra fazer do que ficar ligando pra celular na hora da janta? É muita folga. Empregada folgada assim aqui comigo se fode.
Não dava mais, eu ia me sentir um BOSTA pro resto da vida se eu não quebrasse os dentes daquele cara ali mesmo. Tá bom que ia acabar o namoro, tá bom que eu também poderia apanhar, que ia acabar com o Natal da família, mas ofender assim alguém que nem estava ali pra se defender, alguém que eu sei que dá um duro do caralho pra viver, ser motivo de gracinha pra aquele lixo de pessoa. Toquei o foda-se, não lembro exatamente as palavras porque tava muito nervoso mesmo, mas foi mais ou menos isso:

– ESCUTA AQUI SEU IMBECIL, TU QUERER TIRAR ONDA COM A MINHA CARA HÁ MAIS DE UM ANO JÁ É UM BOM MOTIVO PRA EU TE QUEBRAR, AGORA OFENDER A MINHA MÃE SEM MAIS NEM MENOS…

Ele me interrompeu, simplesmente gritou – FALA BAIXO, SEU FAVELADO – e jogou o copo em mim, pegou no meu braço.

Imagina o caos que tava essa mesa, minha namorada tentando me segurar, a esposa puxando ele, a outra louca autista chorando, eu naquele ódio já tava disposto a matar ele ali mesmo. Ele veio, dando a volta na mesa igual um touro pra me pegar, eu firme encarando ele, enquanto ele vinha, eu via a janela da sala de jantar grande de fundo.

Vi o que parecia ser uma aeronave não tripulada pequena passando rápido, logo atrás uma espécie de exoesqueleto metálico armado com uma metralhadora, de repente, um estrondo ensurdecedor seguido de um clarão. Era o início da era das máquinas.

minimalismo

2 de junho de 2010
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